Nas palavras encontramos o confronto firme, dos nossos pensamentos, que teimam em contrariar a nossa camuflada sabedoria!

Pensador online

[Reptil Vamp] - Click

Maio 20, 2009

Ingratidão sem história...

...



Os media, são actualmente o mais eficiente meio de investigação deste país…
A professora de história da escola de Espinho foi suspensa sem sentido algum; afinal, ela está unicamente a fazer história e nada mais do que isso… Ora, bolas!
Falava em orgias nas aulas? Mas essas orgias eram sobre os banquetes que os romanos faziam com as meninas da altura, e todos os alunos ficaram confusos, por não saberem quem eram esses romanos pois não tinha o seu msn nem o seu mail porque a professora se recusou facultá-los, julgaram eles. Mas essas orgias eram só sobre os romanos e não as dela. Os alunos ficaram revoltados e divulgaram a sua atitude através de gravações tanto de áudio como vídeos só por inveja.
Meteram todos os pés pelas mãos e suspenderam-na injustamente…
Bem, convínhamos, a dita professora não deveria andar muito bem, dado ter de tomar calmantes para comunicar com os alunos a sua indignação pelo procedimento que eles tomaram em ataca-la.
Então estará absolvida, porque agiu de acordo com o seu procedimento habitual, ou seja, agregar à disciplina um tema importantíssimo como a educação sexual, explicando em que alturas, em que se deve ou não, dar beijos com a língua… Não excluindo a possibilidade, de todo, que precisará de apoio psicológico. Mas agora não crucifiquem a rapariga só por dar umas aulas extras… Pois ela está só a fazer história!




Abril 26, 2009

Povo plebeu

Muralhas erguidas de betão
estradas feitas de alcatrão
casas com tabiques de barro
pintadas de branco, caiadas
feitas por qualquer aldrabão...

Rostos de vozes caladas
comboios deslizantes sem freio
correm em carris enferrujados
cheios de pessoas sem destino
tristes e cinzentas sem riso.

Mãos que não vêem sabão
fósforos que não acendem
velas de pavios apagados
música, não se ouve no fado.

É a sina deste povo sem tostão
que nasceu no sítio errado
a riqueza gastou-se na língua
costumes, culturas ou tradição.

Tempo sem frio; sempre ameno
pela inveja quente da desgraça
sol radiante que embebeda
o riso; de forasteiros estrangeiros,
ingleses, alemães ou franceses.

Não fossem gentes, destas terras
nascida pela sua rica história
não seria Castella a Lusitana...?
onde tudo nasceu e se ergueu…

E de espada em riste venceu
povo destemido, cheio de raça
onde Portugal é apenas plebeu.
Soltaram-se as correntes de aço
no dia que liberdade nasceu!..


Andy More


Março 08, 2009

O Silêncio..


Talvez...
Se eu quizesse, mudaria
E que tristeza a minha!
Talvez me vivessem sem eu cá estar,
Mas, adorei muito...
Portanto, vou fazer melhor
Para encontar a paz,
E quem sabe se vou acabar...
Se eu quizesse, mas não posso
Ferir a alma do meu amor,
Talvez um dia, quem sabe
E o impossível aconteça!
Mas o que seria da vida?
Não te quero magoar,
Serei tua parceira para sempre...
Um dia morrerei
Um dia serei mais feliz,
E agora que tudo terminou,
Tenho aquilo que o vento não levou!
Se eu fosse...
Mas deixasse todas as marcas,
Valeria a pena recordarem-me!
Quem sabe aonde pára,
E nasceria outra vez!
Talvez eu saiba quem tu és
Talvez eu me encontre a teus pés
Talvez viva para sempre,
Talvez o mundo sorria,
Talvez um dia, diga obrigado,
Talvez aprenda coisas melhores,
Talvez peque, talvez me arrependa
E quando chegar, será tarde...
Pois seria asssim, se fosse possível,
Se fosse possível assim seria...
Mas que duro vai ser
Eles viverem
E eu não ver...
E Sabe,
Se eu podesse renascer
Diferente haveria de ser
Sabe, enfim,
Se eu acreditasse, falava
Mas o silêncio
Suporta as verdades não ditas...
Porém, eu não estaria assim
Porém, continuarei a lutar!

Escrito na formação do Mazagão


Fevereiro 05, 2009

Brainstorming

Tenho o mundo da inspiração a andar à roda, sinto um forte expirar de prazo de andar por aqui. Às vezes dou conta dessa ausência sem distância, e abstraído da realidade sinto necessidade de mergulhar no silêncio.
Quero unicamente estar só para encontrar-me em breves momentos comigo. Nesse desígnio da fascinante descoberta, não encontro as palavras que sabiam da minha angústia, da minha dúvida cortante...
E, é nestas alturas que os pensamentos se amontoam e procuramos respostas que nos inquietam nesta ansiedade descontrolada de querer ser, de querer agarrar tudo o que até ai nos tivesse escapado. E nem sequer temos a perfeita noção da alteração subsequente, que nos devolvem momentos de acalmia e nos quais crescemos mais depressa na confusão, cujas implicações nos alteram o equilíbrio e modificam a visão que temos da vida. Absorvemos tudo o que vimos e sentimos, é precisamente isso que nos faz viver intensamente. Se nunca julgarmos que nos tornamos mais verdadeiros por falar sozinhos. Talvez, sem existir palavras ficaremos até mais humanos para perdoarem os nossos erros.
Ganhamos provavelmente outra dimensão da vida a fim de aliviar a consciência por tudo aquilo que sentimos, mas não sabemos prever as implicações que daí possam advir, no sentir dessa serenidade que ansiosamente agonizamos. Distraímo-nos nas minudências da vida, mas nunca conseguimos juntar as peças que nos dão realmente prazer se estivermos completamente sozinhos... E no entanto, no cume dessa montanha consigo vislumbrar os meus erros, rebeldias e irreverências assisto ileso ao caos instalado, no paraíso que construí.

Em determinadas alturas abdicamos de nós, e sentimo-nos mais frágeis e como tal, não encontramos as respostas que procuramos. Nessa sequência seremos incompreendidos e até ignorados pelas atitudes que mostramos aos outros. Nunca sei o que isso vale, nem quanto mede o fio que me puxa para este sentir. Não tem forma, nem espaço, nem sequer cor... é um apetecer sem ser, um querer sem entender... Porque só acreditaremos na nossa grandeza interior, se alguém tiver a paciência de consegui-la nos mostrar. Talvez, na maioria das vezes, seja demasiado tarde para mudarmos tudo aquilo que enraizamos… E rouba-se a realidade aos sonhos.

Mas seremos nós, por mais minúscula que seja a nossa ambição ou mais insignificante seja a nossa vida, contribuiremos na justa medida e pávida procura na qual fazemos girar o mundo que pisamos.
Adaptamo-nos facilmente às mudanças, nesse longo percurso da nossa vida, porque gostamos de ser apreciados e amados para nos aperfeiçoar na grandeza. É tempo de percebermos onde ela se esconde… Mas sentimos medo em mudar. Porque há sempre alguém que nos rasga os dias ao meio e rouba-nos a oportunidade de sermos felizes.

Ensinam-nos a crescer, aprendendo a gerir melhor os nossos erros apoiados no dos outros. E por força disso, ganharemos alguma maturidade lentamente, e tornarmo-nos adultos à pressa trilhando os mesmos erros… Mas ninguém nos ensina a envelhecer por fora, quando ainda somos tão jovens por dentro.
Nunca se prepara ninguém para a evidência estonteante da morte. Ela cobre-nos de um silêncio perturbador, que grita, que rompe, que rasga todos os possíveis esgares de sorrisos. E catalisamos demasiado tempo à procura da felicidade, e nem nos apercebemos que a vida vai-nos passando ao lado, e ela nunca esperará por nós. Matamos a juventude lentamente.

Sinto-me perdido na imaginação. Não é possível esperar pelo romper das nuvens… Queria unicamente que a vida fosse poesia.



Julho 09, 2008

Ausentes presentes

Os que disseram simples e singelas palavras, aqueles que as leram e passaram a sonhos irrealizáveis.

Aqueles que voltaram e ficaram fieis, permanecendo neste sonho de palavras, e perfizeram vinte um mil, mais seiscentos e quarenta e cinco passagens por aqui.
Onde os comentários transbordaram amizades ocultas despojadas da imodéstia, onde o sentido da liberdade deixou de fazer sentido porque a opressão jamais existiu.
Os predicados da tolerância erigiram contornos de lucidez ao seu melhor nível, tolerando os intolerantes nas suas mais variadas manobras subversivas não deixando espaça à sua ausência dessa mesma mesquinhez...
Apraz-me concluir, que dei por bem empregue o tempo que aqui permaneci.

Este blogue ganhou alma, mas hoje tem vida, só porque cada um deixou um pouco de si, aqui e ali; e assim eu permaneci inalterável, mas, muito mais rico na minha modéstia. O tempo esgota-se, mas as palavras não...

O silêncio não é a ausência da fala, é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra...


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